sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
PERSPETIVAS COGNITIVAS - Um olhar interior de e com futuro
Adeganha é simples exemplo de uma aldeia do interior,
pertencente à terra quente transmontana, onde a severidade do seu clima e meios
de subsistência, dificultam a permanência dos mais jovens por estas terras,
deixando ao (des)abrigo uma população envelhecida, mas persistente, detentora
de nobres valores, hoje já um pouco em desuso.
Esta atividade só teve significado e expressão devido á
envolvência da população local, que soube interpretar e valorizar todas as
atividades com a sua participação e empenho. Este é um aspeto a agradece e a
engradecer.
Muito gratos estamos pelo apoio e mecenato dos habitantes
desta aldeia que tornaram possível esta exposição bem como outras atividades
complementares. Agradecemos também a todos os colaborantes e participantes no
evento, que de uma forma ou de outra o tornaram especial.
Convidamo-lo então a disfrutar e a recordar, para que parte
destes valores possam ser perpetuados noutras atividades, de forma a serem
transmitidos a gerações futuras. Património é identidade, património somos nós!
E nós somos e fazemos património.
A todos um bem haja,
GRUPO DE AMIGOS DA ADEGANHA
Mecenas desta
exposição: Emília Maia; Júlio Pinto; Rui Vilela; Isilda Gaspar;
Naír Trindade; Manuel Tomé e Alice Ramos; Sofia Barros; Alberto Vilela; Abel
Raimundo; Alzira Ramos; Aida Paula e Agostinho Teixeira; José Póvoa; Branca
Rainha; Manuel Tomé; Paulo Tomé; António João (…); António Júlio Tomé; Manuel
Moisés; Amélia Trindade; Antónia Mateus; António Paula; Sónia Paula; Cacilda
Catarino; Cândida Trindade; Virgínia Cordeiro; Bernardete Valente; José
Cordeiro; Lúcia Pinto; Guilhermina Valente; Carlos Manuel Moisés; Benedita dos
Santos; Fernando Tomé; Óscar Tomé; Berta Martins; António Manuel Silva;
Filomena Trindade; Maria Angélica Lages; Renato Guimarães; Josefina Barros;
Graça Vilela; Ofélia Fernandes; Sérgio Trindade; Miguel Telmo (…); Guilherme
Pinto; Octávia Gaspar; Anónimo; Anónimo.
Um especial
agradecimento a todos que registaram o evento e os preparativos de modo a que
pudéssemos constituir um fundo fotográfico desta memória coletiva: João
Monteiro, Paulo Maximino, Célia Gomes, Lourenço Rosa, Paulo Dordio, Alma de
Ferro (Camané), Aníbal Gonçalves, Patricia Fuentes Melgar, André Rolo, Arnaldo Silva,
Andreia Póvoas, Isabel Coelho, Bruno Moreira, Leonel Brito, Grupo de amigos da Adeganha.
Exposição fotográfica - 26 de Agosto – 15h - Escola Primária
da Adeganha
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
ADEGANHA COM COR
Após uns dias de grande alegria com o evento “adeganha aldeia via”, a freguesia da Adeganha, mais propriamente os lugares da Junqueira e Adeganha, foram atingidos por um incêndio que dizimou alguns hectares de floresta de Sobreiros, Azinheiras e Zimbros.
Ficou um manto
negro na encosta Oeste do planalto da fragada. Parte do caminho de acesso ao
Santuário de Nossa Senhora do Castelo, foi atingido, deixando a população
bastante entristecida por estar próximo a festa da referida Santa, e por parte
da paisagem ter ficado sem vida e sem cor.
Visto isso, o
Grupo de Amigos da Ageganha, sugeriu à população local fazer-se flores de papel
para dar cor ao percurso e à festa, para que simbolicamente o manto negro
fica-se com alguma vida.
O trabalho que
tem vindo a ser feito só foi possível devido à amabilidade do Sr. João Vital,
mordomo da FESTA DOS TABULEIROS de Tomar, e à Leonor e ao Pedro, a quem
agradecemos do coração, que nos forneceram algum material para a realização das
ditas flores. Agradecemos também a todos que tem vindo à antiga escola-primária
ajudar, dando assim vida e cor a este espaço, devolvendo de novo pelo recordar
do papel o sentimento de sermos de novo crianças.
Apesar dos
prognósticos meteorológicos para o dia da festa, faça chuva ou vento, certo é
que a Adeganha continua viva e com cor.
Convidamo-lo a
vir à Festa de Nossa Senhora do Castelo para desfrutar do convívio e da
paisagem para a Vilariça.
A todos bem haja,
GRUPO DE AMIGOS DA ADEGANHA
terça-feira, 17 de julho de 2012
A MALHADA PASSOU MAS A FESTA NÃO PARA
Foi tudo tão rápido e intenso para nós que só agora começou a assentar a poeira.
Os Ensaios, a Festa, o Rescaldo e o Balanço. A intensidade através de imagens que irão surgindo por aqui, resultado dos vários olhares que nos acompanharam e acompanharão.
As cores, os sabores, os cheiros e os sons através dos olhos do Bruno Moreira, do André Rolo e do Aníbal Gonçalves. Da malhada ficou-nos o aprumo do cereal, o tom dourado do mar de palha, a sincronia dos malhos e sobretudo o som. A batida seca. Alguém tem registo daquele som?
Malhada (por Patrícia Fuentes)
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Bem haja a TODOS!
Adeganha Aldeia Viva pretendeu ser um fragmento de segundo, onde por momentos e a partir de diversas atividades, se podesse reflectir em consciência sobre os valores comunitários de outrora vividos nos meios rurais de Trás-os-Montes onde, apesar da dureza, não faltavam oportunidades de convívio e boa disposição. Tudo isto foi alcançado e superado!
Agradecemos de coração aberto a todos os que nos visitaram e a todos que, de um modo ou outro, tornaram possível este momento de partilha e convívio. A TODOS UM BEM HAJA!
Agradecemos de coração aberto a todos os que nos visitaram e a todos que, de um modo ou outro, tornaram possível este momento de partilha e convívio. A TODOS UM BEM HAJA!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Sabes segar e malhar...
(...)
A sementeira
começava nos primeiros dias de Outubro e estendia-se até finais de Dezembro.
Passada a época de chuva e geada, os meses de Maio e Junho assisitiam ao acto
da segada,
fazendo juz à quadra popular:
Em
Março, sargoaço.
Em
Abril, pendil.Em Maio, engradai-o.
Em Junho, seitora ao punho. (1)
(1) Quadra
popular recolhida na aldeia da Adeganha por Paulo Maximino. 2012.
Conjuntos de homens trabalhavam, assim, de “sol-a-sol”, ceifando os campos com o auxílio de uma seitora e a protecção de dedeiras feitas de couro, e reunindo o cereal em molhos que seriam de seguida transportados para as eiras por meio de carros de bois ou ao dorso de animais – a acarreja.
Nas eiras, lajes naturais relativamente aplanadas que existiam um pouco por todo lado nos campos da Adeganha, amontoavam-se os molhos de cereal, formando mêdas, construções de formato cónico que por vezes chegavam a atingir altura superior a 5 metros. Esperavam o início da malhada, processo através do qual se separa o grão da palha, e que poderia se estender para além do mês de Julho, embora como localmente se diga por ser já tarde demais, “quem malha em Agosto, já malha a contragosto.”
(...)
Texto: Paulo
Maximino
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